Total de visualizações de página
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
# O início...
O início da Aromaterapia
René Maurice Gattefossé foi um químico em Grasse, no sul da França que escreveu o primeiro livro de aromaterapia em 1928. Suas pesquisas tiveram como base os trabalhos iniciados no final do século passado por franceses como Cadéac e Meunier, e médicos italianos como Gatti e Cajola. Em 1887 foi publicado os primeiros resultados de pesquisas sobre poderes anti-sépticos dos vapores de muitos óleos essenciais.
Durante o século XIX a indústria de perfumaria teve um crescimento firme e considerável. Nesta época os perfumes eram fabricados quase que exclusivamente com essências naturais. Com a busca de novas plantas aromáticas e de terras para o seu cultivo a área ao redor da cidade de Grasse, na França, tornou-se o centro mundial de cultivo e extração de essências.
Com o crescimento da indústria, algumas das empresas de Grasse começaram a procurar novas aplicações para as essências e dentre estas estava a empresa de Gattefossé. No início seu interesse limitou-se aos de uso cosmético das essências.
Alguns acontecimentos ajudaram a ampliar seu interesse:
Os cosméticos costumam conter anti-sépticos: ele percebeu que os óleos essenciais tinham propriedades anti-sépticas mais poderosas do que alguns dos anti-sépticos químicos usados na época;
Durante uma pequena explosão em seu laboratório em uma experiência ele queimou uma das mãos. Imediatamente ele a imergiu em óleo puro de lavanda e não se surpreendeu muito ao observar que a queimadura sarou em tempo mais curto, sem sinal de infecção ou cicatriz.
É possível que a primeira menção a palavra Aromaterapia, tenha sido criada por ele. Após a publicação de seu livro ele seguiu com uma série de textos, artigos e muitos outros livros referindo-se a terapia com óleos essenciais.
Apesar de seu trabalho estimular um razoável interesse parece ter sido amortecido pela 2º Guerra Mundial, pois nos 15 anos seguintes muito pouca coisa foi publicada sobre aromaterapia, e as pesquisas estavam em baixa.
Nem tudo foi perdido. Outro francês, desta vez um médico trabalhava a muitos anos no uso terapêutico de ervas. Estimulado pelo trabalho de Gattefossé, começou a usar essências em seus tratamentos. Durante a guerra usou-as fartamente no tratamento de feridas de combate, percebendo logo, como Gattefossé, que havia ali uma terapia com enorme potencial. Em 1964, publicou um livro, Aromaterapia, e graças ao seu trabalho a aromaterapia foi aceita como uma terapia com méritos próprios.
Todos estes trabalhos, desde Gattefossé, atraíram o interesse de franceses, alemães, suíços e holandeses. Cientistas e terapeutas de diferentes lugares no mundo, dedicaram-se ao seu estudo. A maior parte das pesquisas feitas foi sobre os poderes anti-sépticos e antibióticos dos óleos essenciais.
Segundo recentes pesquisas realizadas na Europa, EUA e Rússia, os efeitos dos odores na psique podem ser muito importantes. O sentido do olfato age principalmente no nível subconsciente, pois os nervos olfativos são diretamente ligados à parte do cérebro mais primitiva, o sistema límbico. Considerando que o nervo olfativo é uma extensão do próprio cérebro é fácil entender que se pode chegar até ele através do nariz, a única porta de entrada para o cérebro.
O sistema límbico é a parte do cérebro que regula a atividade sensorio-motora e é responsável pelos impulsos primitivos da fome, sede e sexo. O estímulo do bulbo olfativo envia sinais elétricos para a região do sistema límbico responsável pelos mecanismos viscerais e comportamentais, afetando diretamente os sistemas digestivo, sexual e o comportamento emocional. A reação elétrica do cérebro ao cheiro é praticamente a mesma ligada às emoções.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário